"Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontrá-la."






Krishnamurt, J.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Química incontrolável

Ah... como posso resistir a uma química incontrolável entre nós
Como posso negar a atração fatal
Quando perto sai faísca, quando longe nada além de uma singela lembrança
A crina reclinada ao desejo
Dentes cerrados, lençóis repuxados
Sussurros contidos, emoções tácitas, pernas trêmulas, respiração ofegante
Ai, ai, ai... quanta energia brota nesta reação química chamada combustão
Fortes colisões, sede, fome, tesão, desejo, afago, ansiedade, vontade de partir
Tudo numa solução fervente...
Necessidade da partida para talvez nunca mais...
Quem sabe algum dia a atração fatal entre os pólos opostos os atraia novamente para nova junção, combustão...
O sol nasce, ai... a lembrança é constante
O corpo ainda reclama da união dos corpos estranhos invadindo-se mutuamente...
A noite cai e a viagem para a Terra do Nunca começa.

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